REDAÇÃO AO VIVO
Redações são feitas de pessoas e pessoas de sonhos e surtos e graças e lágrimas e comes e bebes e mais surtos e quereres e tatuagens e decisões e amores e saudades e dias e noites e o que foi, o que será. Aqui, um pouco do que fazemos todo dia. Não se assuste. A gente só morde em época de fechamento.
Pra começar bem o feriadão, ainda na quarta um temaki da republica me fez passar mal o dia todo. Todo cagado.
Depois, entre festa e outra, veio a parada gay, ou a parada do xixi, já que a consolação fica insuportável, mesmo com os banheiros químicos - que não dão conta. Na parada o de sempre né, aquele monte de gente linda, européia, e bem educada de sempre. Pelo primeiro ano passei debaixo da bandeira do arco-iris, achei que fosse mais legal lá embaixo, se é que vocês me entendem. Por alguma chatice e cabecismo, não tem mais carro de boate na parada, o que melhora um pouco o tom político do evento, mas ainda sim metade das bichas não deve sequer saber que a parada tem um tema. Eu até agora não sei qual foi o tema da deste ano.
Legal mesmo foi a festinha la em casa, de onde dava pra ver toda a aglomeração e não participar dela.
Passei muitas horas tentando encontrar um lugar perfeito para o presente mais lindo dos últimos tempos: uma foto da Cinderela muito assustada diante do mundo. Porque já assumo que gosto das Princesas e, sobretudo, dos contos de fada. Depois, junto de amigos muito corajosos decidi começar uma coisa ao contrário e ver o que acontece. No mínimo, vai ser feliz, louco, corajoso e bonito. Pintei as unhas em tom “beterraba”, dancei um pouco, não muito, bebi um pouco, quase nada, fiz quentão para Santo Antônio e andei na corda bamba. Só pra exercitar.
Espaço aberto a pessoas com idéias originais e atitudes construtivas.
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